O Chamado do Senhor: dom e mistério

O Chamado do Senhor: dom e mistério

“Mestre, que devo fazer para possuir a vida eterna?”

A vida é um grande dom que o Senhor nos faz chegar e realizar por nós mesmos. Visto que Ele nos criou e nos conhece pelo nome, quem melhor que o Senhor para nos fazer felizes?

Vocação

O que é a Vocação?

A Vocação é um projeto que Deus pensou para cada um de nós chegar à sua plenitude. A Vocação se manifesta através de sinais, que é importante saber interpretar ao longo do percurso. Por isso para descobrir o percurso é importante seguir os meios para o Discernimento:

Os meios para o Discernimento

Aqui estão alguns meios do discernimento para fortificar a alma e poder escutar e entender o que o Senhor está me dizendo:

  • A Oração

“É uma íntima relação de amizade, na qual se encontra frequentemente sozinho com aquele Deus que nos ama”, como diz S. Teresa d’Avila. É um diálogo, portanto, no qual encontramos quem nos conhece profundamente e pode conduzir a verdade sobre si mesmo, porque está “no mais íntimo da minha profunda interioridade” (S. Agostino).

A verdadeira oração não é só aquela vocal, em que usamos muitas palavras. As pessoas pouco nos ensinam a rezar com o coração. Os sacerdotes e os consagrados são chamados a ser mestres de oração com o próprio exemplo, dedicação e orientação, sabendo que se a oração não transforma a vida, não é oração.

 

 2) Os sacramentos. 

Na última Ceia Jesus quis permanecer realmente conosco através do Sacramento da Eucaristia. Para quem inicia um processo de discernimento é muito importante estar próximo “ao Amigo que deu a vida pelos Seus amigos” (cf. Jo 15,13), porque Nele “temos a vida e a temos em abundância” (cf. Jo 10,10).

Recebê-lo na Santa Missa e adorá-lo na Eucaristia te ajudará a amadurecer na escolha certa. Também a confissão frequente te ajuda a manter o coração límpido e pronto para escutá-lo.  Para quem está no processo de discernimento vocacional é aconselhável confessar-se pelo menos uma vez ao mês.

 

3) O Acompanhamento espiritual 

Um dos conselhos sobre o discernimento que nos dá Santo Inácio de Loyola é aquele de confrontar-se com um guia espiritual, capaz de escutar, acompanhar e aconselhar. No que diz respeito a este meio é necessário ter atenção para viver de modo justo o acompanhamento espiritual, abrindo, antes de tudo o coração, partilhando com o teu guia aquilo que pode servir como luz para seu caminho.

O guia espiritual não é um amigo a mais com quem dividir os problemas, mas é um companheiro de viagem, que o Senhor colocou ao seu lado para te ajudar, com a graça do Espírito Santo, a interpretar os sinais e as luzes que Deus te dá. Quanto maior for a tua sinceridade, mas fácil será chegar ao objetivo alcançado. Prepare-se bem para este encontro, sem improvisar, estabelecendo com o teu Guia espiritual a periodicidade, sejam encontros mensais, quinzenais ou semanais.

 

 4) O Espírito Santo 

É o verdadeiro protagonista do caminho que você está fazendo e o primeiro artífice da sua santificação pessoal. É Ele que suscita as moções interiores através das quais o Senhor te guia à sua Vontade.

O Espírito Santo sugere, guia, protege e acompanha o nosso caminho de discernimento. Dá a força para levar adiante o nosso chamado, não obstante dúvidas, medos e surpresas que possam surgir no caminho. Apegue-se ao Espírito Santo como conselheiro e escute as suas inspirações.

 

 5) A presença de Maria   

“Se Deus Pai quis começar e cumprir as suas maiores obras por meio da Virgem Maria, precisamos crer que não mudará seu Método no decorrer dos séculos” (S. Luís Maria de Monfort). Considerando estas palavras, confiar o próprio caminho de discernimento a Maria quer dizer colocá-lo nas melhores mãos.

“Com ela não temerás, com a sua mão guiando-o não se cansará, com a sua benevolência chegará ao seu destino” (S. Bernardo de Claraval)

Colocando a vocação nas mãos de Maria nem o maligno poderá te distanciar da vontade de Deus e o teu caminho chegará ao “porto seguro”.

 

 6) Sentido da missão 

Quando Deus chama dá um coração grande que não pode limitar-se a amar só a si mesmo ou a algumas pessoas que estão ao seu lado. Uma vida cristã que priva da dimensão da missão corre o risco de fechar-se num “salão de beleza espiritual”.

O Senhor, chamando-nos a “estar com Ele”, nos confia ao mesmo tempo, os outros. Por este motivo é bom propor, a todos aqueles que estão em busca vocacional, um apostolado para que aprendam a doar não qualquer coisa de forma supérflua, mas tudo de si mesmo.

Na vida cristã o querer fazer bem aos outros se chama caridade, e não somente tempo disponível.

 

Fonte: https://vocazione.org/percorso/