Nossos fundadores

A congregação das Irmãs Paulinas tem como fundador o Pe. Tiago Alberione e como fundadora Irmã Tecla Merlo, que foi uma das primeiras jovens que se uniram ao Pe. Alberione para dar início à Congregação.

Pe. Tiago Alberione: O homem que viu o futuro

Nasceu em 4 de abril de 1884, na pequena cidade de São Lourenço de Fossano – Alba, no norte da Itália. Desde pequeno tinha claro um ideal: fazer o bem às pessoas. Aos sete anos de idade, um dia, na escola, sua professora, Rosa Cardona, perguntou aos alunos o que eles queriam ser quando adultos. Tiago pensou um pouco e respondeu: “Quero ser padre”. Levou isto muito a sério e, a partir daquele dia, esta revelação se tornou para ele um ideal de vida.

Tiago deixou a pequena cidade onde vivia com sua família e ingressou no seminário. Era um jovem inteligente, simples e dedicou-se com muita garra aos estudos. Na sua pequenez, Deus pôde fecundar um grande projeto em sua vida, que não só incluía a graça da vocação sacerdotal, mas também de dar à Igreja um novo modo de evangelizar. Aos poucos, Deus foi delineando este novo projeto e, aos 16 anos, viveu uma experiência que marcou e orientou totalmente a sua vida. Tudo começou na noite de 31 de dezembro de 1900, passagem do século XIX para o século XX. Acolheu o convite do Papa dirigido aos seminaristas para que, naquela noite, rezassem pelo novo século que estava nascendo.  Após a missa da meia-noite, permaneceu diante de Jesus Eucarístico durante quatro horas. Nessa oração sentiu um forte apelo para se preparar e fazer alguma coisa por Deus e pelas pessoas do novo século com as quais viveria. A partir desta noite orientou e empenhou toda a sua formação, estudo, pensamentos, energias etc. para compreender e tornar concreto este apelo de Deus.

Com o passar dos anos compreendeu que o século XX seria o século da tecnologia, das grandes invenções e do desenvolvimento dos meios de comunicação. Entendeu que era chegada a hora de a Igreja usar estes meios para divulgar a fé cristã e fazer chegar a mensagem de Jesus a todos.

Pe. Alberione tornou-se fundador de uma grande família religiosa chamada Família Paulina. Fundou cinco congregações religiosas, entre elas, a congregação das Irmãs Paulinas, quatro Institutos Leigos Consagrados e uma Associação de Cooperadores Leigos. Todos com a missão de viver o Evangelho de Jesus Cristo e anunciá-lo a todas as pessoas. Em reconhecimento de sua radicalidade na vivência do Evangelho, em 27 de abril de 2003, a Igreja o proclamou bem-aventurado.

Ir. Tecla Merlo: Uma vida pelo Evangelho

Ir. Tecla Merlo nasceu no dia 20 de fevereiro de 1894, na cidade de Castagnito, Itália. Foi a primeira Irmã Paulina a consagrar-se a Deus para dedicar toda sua vida ao anúncio do evangelho com os meios de comunicação.

Tudo começou com um encontro com Pe. Alberione no dia 27 de junho de 1915, no qual recebeu o convite para unir-se a outras jovens que no futuro seriam consagradas e dariam início a uma congregação na Igreja com uma nova missão. Sentiu naquele momento que Deus a convidava para concretizar seu grande desejo de se consagrar e se colocar a serviço das pessoas.

Com seu modo simples, acolhedor, generoso e alegre de ser, tornou-se a co-fundadora e uma colaboradora fiel de Pe. Alberione, assumindo o serviço de Superiora Geral da congregação por longos anos. Com um olhar sempre atento às necessidades da humanidade, abriu-se à universalidade e percorreu os cinco continentes para visitar as irmãs e dar novos impulsos à missão.

Diante da urgência para que o Evangelho chegasse a todas as pessoas por meio do livro, do rádio, da revista, do jornal, da música, televisão… dizia às irmãs: “emprestemos nossos pés ao Evangelho para que corra e se espalhe pelo mundo”. Jamais viu limites para a sua missão e no ardor e entusiasmo missionário, por amor a Jesus Cristo e ao povo, costumava dizer: “Eu queria ter mil vidas, para dedicá-las todas ao anúncio do Evangelho”.

Depois de viver plenamente sua vocação e oferecer todas as suas energias na missão que Deus lhe confiara, faleceu no dia 05 de fevereiro de 1964. Como reconhecimento da sua vida heroica na vivência dos valores humanos e cristãos, no dia 22 de janeiro de 1991, a Igreja a reconheceu como venerável.