Chamados à Felicidade

Segundo a Antropologia Cristã, para o Ser Humano ser feliz precisa desenvolver em sua vida as quatro relações fundamentais:

Primeira: Com Deus.

Somos criaturas e filhos(a)s de Deus, criados a sua imagem e semelhança (Gn 2,26). Seres terrestres, que por meio de Jesus Cristo vamos nos divinizando.

É imprescindível e de suma importância que nos relacionemos bem com nosso Deus (Pai e Criador). Essa relação acontece de várias formas: através da oração pessoal e comunitária, da leitura da Sagrada Escritura, das celebrações eucarísticas. Por fim, de um simples pensamento voltado para Ele, do diálogo íntimo e amoroso, que brote de nosso coração.

Segundo: Relacionar-se com os outros.

Ninguém vive sozinho, fomos criados por Deus para nos relacionarmos, basta percebermos no texto da criação, quando o próprio Deus diz: “Não é bom que o homem viva só”. Ele criou a mulher para ser companheira e auxiliar do homem. Assim também nós, precisamos uns dos outros para vivermos de forma saudável, a isso chamamos também de alteridade.

A terceira relação fundamental do ser humano é com a natureza, ou seja, todos os demais seres vivos que estão ao nosso redor: plantas, animais, meio ambiente, etc. A isso podemos chamar também de espaço. O espaço em que habitamos ou nosso habitat.

E por fim, a quarta relação que também é determinante para nossa felicidade é a consigo mesmo. Em nosso caminho de pessoas humanas, independente de religião, estamos diariamente caminhando para o que chamamos de autoconhecimento. Precisamos nos conhecer, aceitar e acolher nossos limites e dons para sabermos conviver conosco mesmos e assim nos amar.

A cada dia, percebe-se um grande número de pessoas com problemas de baixa autoestima, isso muitas vezes é resultado de uma não valorização de si mesma(o). Relacionar-se consigo mesmo consiste em dar tempo para mim, através do silêncio, reflexão, oração, uma boa leitura, tudo aquilo que nos ajuda a ter contato com o nosso interior. Por isso percebe-se como indispensável esta relação conosco mesmos, para que nos conhecendo, possamos aprender a conviver conosco, com os outros, com Deus e com o mundo.

                              Ir. Fabíola Medeiros, fsp